terça-feira, 18 de agosto de 2009
Filmes!
http://www.clicrbs.com.br/blog/jsp/default.jsp?uf=1&local=1&source=DYNAMIC,blog.BlogDataServer,getBlog&pg=1&template=3948.dwt&tp=§ion=Blogs&blog=17&tipo=1&coldir=1&topo=3951.dwt
*O diretor Walter Lima Júnior diz quais os três filmes fundamentais para a a educação dos seus filhos:
"Filmes bonitos, com mensagens libertárias, que abram a cabeça deles. Aurora, de F.W.Murnau, apesar de mudo, fala muito sobre a necessidade de se fazer escolhas na vida. Filmes de aventura também são bacanas. Cito Traga-me a Cabeça de Alfredo Garcia, de Sam Peckinpah. O aprendizado deste é a transgressão. Indico ainda Simon do Deserto, de Buñuel, cujo recado é sobre a necessidade de se ter convicções, ideias próprias."
sábado, 15 de agosto de 2009
Howard Gardner
Lista Bibliográfica...
Mais estranho que a ficção - Truman Show
Truman Show - Filme sobre um homem que vive num mundo artificalmente construído para simular uma vida real, desde o cenário, os amigos e a família. Suas relações sociais, seu emprego e seus vínculos tem base numa estrutura de reality show. Entre todos, produção, atores e espectadores, o único que não sabe a verdade é Truman.quarta-feira, 12 de agosto de 2009
Memórias de Adriano
Memórias de AdrianoSenhor das Moscas

Educando com cinema
domingo, 9 de agosto de 2009
Coraline - Neil Gaiman

Higurashi no naku Koro ni
Uma série de assassinatos ocorre todos os anos na mesma data do festival Watanagashi na pequena vila de Hinamizawa. Entre os envolvidos estão os alunos da escola local e outros personagens adultos misteriosos.
sábado, 8 de agosto de 2009
Chuck Berry - De volta para o Futuro - Michael J. Fox

Chuck Berry - Johnny B. Goode é uma canção de rock escrita em 1955 por Chuck Berry e lançada por ele mesmo em 31 de março de 1958. A canção se tornou uma das mais populares dos anos 50. A letra fala sobre um jovem cantor em início de carreira.
Elvis Presley a cantou pela primeira vez de forma oficial em 1969 em alguns espetáculos em Las Vegas, alguns a consideram uma das melhores versões dessa canção, chegando a considerá-la superior em relação a versão de Chuck Berry, principalmente pela voz e senso rítmico de Elvis. Foi lançada no disco ao vivo de Las Vegas em 1969 que se chamou From Memphis To Vegas/From Vegas To Memphis.Outra famosa e aclamada versão da música é interpretada pelo grupo Judas Priest, gravada no ano de 1988 e a de Peter Tosh
Os Beatles gravaram a canção para a rádio BBC e ela só foi lançada muito tempo depois da dissolução do grupo no álbum Live at BBC.
De volta para o Futuro - Um jovem (Michael J. Fox) aciona acidentalmente uma máquina do tempo construída por um cientista (Christopher Lloyd) em um Delorean, retornando aos anos 50. Lá conhece sua mãe (Lea Thompson), antes ainda do casamento com seu pai, que fica apaixonada por ele. Tal paixão põe em risco sua própria existência, pois alteraria todo o futuro, forçando-o a servir de cupido entre seus pais.
Em 1985, no primeiro filme da trilogia De Volta para o Futuro, foi interpretada por Michael J. Fox que interpretava o adolescente Marty Mcfly em um baile justamente em 1955, data quando a música foi escrita.
Michael J. Fox -
2007 - The Magic 7 (voz)
2004 - Médicos e Estagiários (Scrubs) (2 episódios) (TV)
2004 - Magic 7, The (TV) (voz)
2002 - Viagem sem destino (Interstate 60)
2002 - Stuart Little 2 (Stuart Little 2) (voz)
2001 - Atlantis - O reino perdido (Atlantis: The Lost Empire) (voz)
2000 - Thirty wishes
1999 - O pequeno Stuart Little (Stuart Little) (voz)
1997 - I am your child (TV)
1996 - Marte ataca! (Mars attacks!)
1996 - Os espíritos (Frighteners, The)
1996 - A incrível jornada 2 (Homeward Bound II: Lost in San Francisco) (voz)
1995 - O incêndio na caixa d'água III
1995 - Meu querido presidente (An American president)
1995 - Sem fôlego (Blue in the face)
1995 - A sangue frio (Coldblooded)
1995 - Your studio and you
1994 - Don't drink the water (TV)
1994 - Os puxa-sacos (Greedy)
1993 - Por amor ou por dinheiro (For love or money)
1993 - A incrível jornada (Homeward Bound: The incredible journey) (voz)
1993 - Um talento muito especial (Life with Mikey)
1993 - Os caminhos do rio (Where the rivers flow north)
1991 - Dr. Hollywood - Uma receita de amor (Doc Hollywood)
1991 - Aprendiz de feiticeiro (Hard way, The)
1991 - Trap, The (TV)
1990 - De volta para o futuro III (Back to the Future Part III)
1990 - Sex, buys and advertising (TV)
1989 - De volta para o futuro II (Back to the Future Part II)
1989 - Pecados de guerra (Casualities of war)
1988 - Nova York - Uma cidade em delírio (Bright lights, big city)
1988 - Return of Bruno, The
1987 - Luz da fama (Light of day)
1987 - O segredo do meu sucesso (The Secret of my success)
1985 - De volta para o futuro (Back to the Future)
1985 - Family Ties vacation (TV)
1985 - Férias muito loucas (Poison ivy) (TV)
1985 - O garoto do Futuro (Teen wolf)
1983 - Lutando pelo futuro (High School U.S.A.) (TV)
1982 - Os donos do amanhã (Class of 1984)
1980 - Midnight Madness
1979 - Letters from Frank (TV)
1972 - Ruffles(TV)
domingo, 2 de agosto de 2009
Pequenos delitos e a Teoria das Janelas Quebradas
*texto original retirado do site http://www.administradores.com.br/artigos/pequenos_delitos_e_a_teoria_das_janelas_quebradas/30692/
Posando de anfitrião para o ex-prefeito de Nova Iorque Rudolph Giuliani em visita ao Rio de Janeiro, o Governador do Estado Sérgio Cabral Filho preferiu jogar para a platéia e levá-lo a uma favela, em vez de conversar seriamente sobre como o americano foi capaz de reduzir drasticamente a criminalidade na Big Apple. Eu diria que Cabral e os demais cariocas perderam uma chance e tanto.Meu primeiro contato com a interessante Teoria das Janelas Quebradas (fixing broken windows) foi através do ótimo The Tipping Point: How Little Things Can Make a Big Difference* de Malcolm Gladwell, onde o autor relata os impressionantes índices de violência da Nova Iorque da década de 1980.
Tráfico de drogas, brigas de gangues, homicídios e outros crimes violentos tomavam conta da cidade assim que o sol se punha. Parece familiar?Em consonância com a idéia central do seu livro, Gladwell sugere que alguns movimentos sociais radicais guardam três características em comum: rápido contágio; grandes efeitos de pequenas causas; e um momento crucial que determina a dramática mudança. No caso específico de Nova Iorque a adoção da política de Tolerância Zero baseou-se na Teoria das Janelas Quebradas† para provocar o efeito das três características em conjunto. Senão vejamos:No seminal artigo Broken Windows: the police and neighborhood safety, publicado em 1982, James Wilson e George Kelling explicam que a indiferença em relação a pequenos delitos pode levar à tolerância a crimes mais graves. A passagem a seguir - em tradução livre deste autor - ilustra bem a idéia:"Imagine um prédio com algumas janelas quebradas. Se elas não forem consertadas, a tendência é que vândalos quebrem outras. Eventualmente, eles podem também invadir o imóvel e, se estiver desocupado, transformá-lo em abrigo ou incendiá-lo. Considere, ainda, uma calçada. Algum lixo se acumula nela. Logo, mais lixo virá. Aos poucos, as pessoas começarão a descarregar todo o seu lixo nessa calçada."
A imagem de uma janela quebrada e não é consertada é a de algo com que ninguém se importa. Então não há mal em quebrar mais uma, só por diversão, certo?Um experimento de Phil Zimbardo (o mesmo da Cadeia de Stanford) comprovou isso abandonando dois carros em boas condições e sem placas em diferentes vizinhanças. O que fora abandonado no Bronx começou a ser depredado em apenas dez minutos, enquanto que o largado em Palo Alto, na Califórnia, permaneceu intocado durante uma semana.O toque final do experimento veio quando Zimbardo deu uma bela marretada no automóvel intacto, danificando-o visivelmente. A partir de então o carro passou a ser impiedosamente vandalizado pela respeitável vizinhança de Palo Alto, tal como ocorrera no Bronx. A dura lição é que normas sociais são ignoradas assim que algumas barreiras comuns - como respeito à propriedade e senso de civilidade - são reduzidas por sinais que indicam que ninguém se importa.Pequenas atitudes que esgarçam o tecido social. A partir daí, o carro depredado torna-se o símbolo de uma terra de ninguém. E o crime representa, segundo os autores, o inevitável resultado da desordem pública, pois os bandidos acreditam que suas chances de serem pegos diminuem na medida em que a população já se sente intimidada pelas condições do ambiente.
Os administradores responsáveis pela cidade de Nova Iorque começaram a entender, a partir de então, que para controlar de fato os crimes violentos era preciso coibir os pequenos delitos antes de tudo, de forma a restaurar as noções mais básicas de ordem, autoridade e segurança.Kelling foi contratado, então, pelo Departamento de Trânsito de Nova Iorque e começou seu trabalho no metrô da cidade. Trens velhos, estações abandonadas e entregues à marginalidade compunham o terrível cenário a que os usuários eram submetidos. Ele resolveu, então, começar o processo de limpeza por aquilo que mais simbolizava tal degradação: as pixações.O motivo é sutil: a simples existência de pixações sugere que, em algum momento do dia, aquela região fica entregue aos vândalos para que eles possam sujar as paredes sem ser incomodados. Além da sensação de insegurança provocada pelo abandono do lugar, há o sentimento de impotência e posterior indiferença quanto ao decadente destino das áreas públicas e, por extensão, de seus usuários. A faxina foi de 1984 a 1990.
O próximo passo foi combater os caloteiros, pessoas que simplesmente não pagavam passagem. Para isso ele aumentou o policiamento nas estações, prendendo sumariamente quem burlava a lei. Os presos eram levados algemados para ônibus transformados em delegacias-móveis onde eram fichados. Cada prisão revelava-se, ainda, uma grata surpresa aos policiais, pois eram oportunidades para encontrar criminosos procurados ou foragidos por algum delito anterior. E tudo era feito da forma mais ostensiva e pública possível - o que passava o ameaçador recado de que a ordem havia voltado ao metrô, onde as prisões quintuplicaram no período entre 1990 e 1994.Ainda em 1994, Giuliani foi eleito prefeito de Nova Iorque (depois de perder o pleito anterior) e decidiu que o programa de combate aos pequenos crimes no metrô seria implementado em toda a cidade, agora com o nome de Tolerância Zero.Partindo do mesmo princípio - crimes menores abrem caminho para os maiores - e promovendo uma rigorosa limpeza ética na polícia local, Giuliani foi capaz de reduzir a criminalidade em mais da metade do que era antes de assumir, transformando Nova Iorque na cidade grande com o menor índice de violência do país.
Claro que não devemos cair na armadilha de atribuir tal fenômeno a uma única explicação. Outros fatores concomitantes contribuíram, também, para a expressiva redução dessas taxas, como por exemplo a recuperação da economia mundial na década de 1990, empregando parte da população que, de outra forma, teria tomado o caminho do crime. As drásticas políticas de combate ao narcotráfico do governo federal tiveram seu papel, assim como a regulamentação do aborto, vinte anos antes, como defenderam Steven Levitt e Stephen Dubner em Freakonomics: A Rogue Economist Explores the Hidden Side of Everything‡.
O fato é que o criminoso - longe de ser alguém que age por suas próprias razões - é alguém altamente sensível ao seu ambiente e influenciado pela sua realidade, como explica Gladwell. Se ele vive num ambiente onde o crime é punido, independente da sua magnitude, então passa a considerar outras alternativas.Mas se o seu contexto sugere que não haverá obstáculo ou castigo por quebrar uma janela, bater uma carteira, roubar um banco, seqüestrar ou exigir propina para assinar um contrato público, então a ocasião haverá de formar o ladrão.Pequenos passos impróprios ensinam o criminoso a andar. Delitos maiores o fazem correr. Mas uma política de Tolerância Zero lembram que é melhor não dar nem o primeiro passo.Alguns de nós e outros próximos a nós podem sofrer pequenos contratempos, como ser preso dirigindo bêbado (nossa tímida e já frustrada tentativa desta abordagem da lei) ou portando um cigarro de maconha.
Uma punição que nos soa grotesca, tão habituados estamos com nossos desvios do dia-a-dia, porém necessária.Mas em algum ponto deixamos nossa sensibilidade de lado e paramos de nos incomodar com os delitos menores - e até com os maiores - embora eles continuem representando crimes. Protegemos nossas consciências do peso desses atos. E nos aliviamos, assim, da nossa parcela de culpa pelas mortes dos inocentes nos assaltos, acidentes de trânsito, guerra do tráfico e balas perdidas.




